Preso, assaltante que atuava como religioso em Gramado é levado para SP

Clóvis Ribeiro, o Nai, 42 anos, terá de acertar contas com a Justiça daquele Estado

Fotos pessoais mostram Clóvis Ribeiro ao lado de fiéis e outros ministros
Depois de quatro anos na Serra Gaúcha, onde ficou conhecido como um simpático pastor evangélico, o assaltante paulista Clóvis Ribeiro, o Nai, 42 anos, está de volta a São Paulo, onde terá de acertar contas com a Justiça daquele Estado.

Foragido, considerado um dos bandidos mais procurados do país, por envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, Nai foi preso às vésperas do Natal, em Gramado, onde vivia com discrição, dividindo uma elegante cobertura com a mulher e duas filhas no centro da cidade. 

A prisão surpreendeu a comunidade religiosa local, pois o bandido atuava como pastor das igrejas Rosa de Sarom e Assembleia de Deus. Nai está recolhido ao Centro de Detenção Provisória de Praia Grande (SP).

A revelação do passado de Nai em São Paulo, ligado à facção carioca Comando Vermelho e a um bando rival à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), em contraste com a atividade dele no Rio Grande do Sul, o tornou conhecido como o Pastor das Armas.

Contra Nai pesa uma ordem de prisão expedida pela 1ª Vara Criminal de Praia Grande, município do litoral paulista, vizinho de Santos, onde o bandido nasceu e construiu sua carreira criminosa.

Nai teria participação em revendas de carros no interior paulista, que seria fachada para lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de armas para a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ele estaria à frente do grupo como investidor de lucros obtidos por uma quadrilha com penetração em toda a Baixada Santista, que era liderada por Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, desaparecido misteriosamente em dezembro de 2008, supostamente executado pelo PCC.

Em 2005, Nai foi preso pelo Denarc paulista com outros comparsas no interior paulista em um sítio onde foram apreendidos 245 quilos de cocaína, metralhadoras e pistolas. Meses depois foi interrogado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas da Câmara Federal. 

Fonte: Zero Hora.com

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