Prefeito de Canela tem audiência em Brasília para liberar construção das casas do tornado


Cléo Port e Gustavo Bauermann

O prefeito de Canela, Cléo Port e o procurador Geral do Município Gustavo Bauermann, estiveram na última semana em Brasília, no Ministério da Integração Nacional para participar de uma audiência. O encontro serviu para solicitar liberação do valor que encontra-se bloqueado na conta do município, para utilização na construção das casas das vítimas, em situação precária, do tornado que ocorreu em julho de 2010. Além disso, foram entregues pessoalmente pelo prefeito e procurador ao Ministério, documentação e justificativa de impossibilidade do município prestar conta dos 9 milhões de reais repassados pelo Governo Federal.

O que motivou tal reunião na capital Federal, ocorreu pelo fato de que no início de janeiro, foi encontrado pela atual gestão, notificação do Ministério da Integração Nacional, que o prazo da prestação de contas, dos valores repassados para socorrer as vítimas do tornado, já havia encerrado em setembro de 2012, e, que fosse apresentado prestação de contas final sob pena de devolução de mais de 9 milhões de reais e inscrição no CADIN. O prazo dessa notificação expirou em 11 de janeiro, deste ano. De imediato a Prefeitura de Canela através da Procuradoria do Município, solicitou alteração de prazo sendo concedido pelo Ministério, 90 dias.

Na relação de documentos apresentados ao Órgão Federal, está uma Nota Fiscal emitida pela empresa Monterry, onde comprova que a obra da Ponte do Passo do Louro, foi integralmente paga, no valor de 750 mil reais. “Como se sabe a obra não foi realizada. Com isso a impossibilidade de prestar contas desse e de outros valores de serviços não executados”, afirma o procurador Gustavo. Ao todo foram entregues mais de 1600 cópias de documentos e cópias dos três contratos com a empresa Monterry.

De acordo com o Ministério da Integração, se ocorreram irregularidades será apurado e responsabilizado o gestor da época.

Após o encontro o prefeito Cléo Port, demonstra confiança quanto a liberação dos recursos bloqueados. “Vieram R$ 7 milhões, deste valor R$ 5 milhões foram utilizados e, R$ 2 milhões estão bloqueados pela justiça numa conta do município. Propomos que este valor seja liberado para utilização na construção das casas das vítimas em situação precária”, enfatiza Cléo Port. “O município aguardará comunicação oficial do Ministério para tomar providências”, conclui o prefeito.

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